terça-feira, 17 de abril de 2012

A Tribo Lanconaã

No inicio a tribo cultuava deuses ligados ao sol e a colheita.
Era importante manter a mente e o corpo saudáveis para que se pudesse cuidar da terra a fim de obter os alimentos de que necessitavam.
Eles mantinham um tipo de vida onde a caça era considerada sagrada e somente era feita por guerreiros treinados e iniciados num rito quando estavam entrando em seu décimo quinto ano de vida.
Todos os guerreiros usavam máscaras que lembravam um sol durante a caçada que era praticada nas noites de lua cheia que eram as mais claras.

Existem gravuras feitas em pedras mostrando o exato momento em que a tribo Lanconaã teve contato com Os Despertos.
De acordo com os desenhos, guerreiros seguiam rastros de um animal pela floresta e depararam-se com uma enorme ave preta, que pelo desenho assemelha-se ao corvo.
A ave modificou-se diante dos olhos dos guerreiros transformando-se numa mulher com cabeça de corvo, os guerreiros amedrontados não conseguiram se mover e cairam de joelhos no chão.
Acordaram no dia seguinte com o sol já alto enquanto outros homens da tribo os chamavam pela floresta, ao abrirem os olhos deram de cara com uma estátua em tamanho gigante do pássaro negro.

Os guerreiros ficaram eufóricos achando que aquilo era um sinal dos deuses e levaram a estátua para a aldeia cultuando-a. No entanto, aqueles guerreiros que participaram da "visão" daquela noite começaram a mudar drásticamente seus hábitos, já não se alimentavam normalmente e não dormiam direito, diziam ter medo de fechar os olhos e nunca mais abri-los.

O chefe da tribo perguntou a um deles do que tinham medo e o guerreiro apenas disse que eles tinham medo da névoa.
O chefe era considerado um sábio que estava sempre em contato com os deuses do sol, ele fez um rito para tentar livrar seus homens daquele delírio infernal mas nada foi capaz de dissuadí-los da idéia de que uma névoa poderia levar seus espíritos para longe.

Numa noite enquanto todos na tribo festejavam a grande safra, os guerreiros com os olhos vidrados fizeram um círculo ao redor da estátua do grande corvo e começaram a cantar uma estranha música.

" Na profunda noite escura e fria
No nebuloso mundo dos sonhos
Eles virão por você
Acorrente tua alma latejante à teu corpo flutuante
Na densa névoa
Eles esperarão por você
 Na transição de mundos e tempos
 Num delírio provocado
Eles estarão lá por você
Corra o mais rápido que puder
Trace cinco círculos ao seu redor
Caso contrário na loucura
Eles te prenderão
 E para o teu mundo jamais retornará."

Todos ficaram amedrontados com o olhar dos guerreiros que pareciam perdidos num abismo profundo,.
Então uma densa névoa começou a cobrir a tribo e o corvo se transformou na mulher com cabeça de corvo, os guerreiros mataram uns aos outros pensando estar vendo demônios, o restante da tribo tentou fugir pela floresta mas poucos conseguiram, o restante foi assolado de uma loucura repentina onde engoliram a própria lingua e tiveram seus membros quebrados por algo invisível.

Foram 5 os que conseguiram escapar, duas jovens, o chefe e dois homens da tribo . Eles se mantiveram numa caverna próxima á cachoeira onde os desenhos na parede foram encontrados, pois, de acordo com os traços, a caverna e a cachoeira dos desenhos eram as mesmas.

Nas gravuras ainda mostrava as duas garotas loucas numa cena de sexo sem pudor enquanto os homens ficavam ao lado tentando separá-las. Por fim existe a gravura de um homem com olhos esbugalhados como se chamas saíssem deles, segurando um machado que usou para decepar a cabeça do outro homem, em seguida outra gravura que mostra ele próprio se degolando.

De acordo com tudo que foi descorbeto o velho chefe da tribo morreu sozinho, mas ainda não se sabe se ele também enlouqueceu antes que isso viesse a acontecer.


Fonte: Gravuras de Lanconaã

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